Contratos de prestação de serviços: os erros mais comuns que podem gerar dor de cabeça
- Faisano e Rangel - Advogados

- 31 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Assinar um contrato é como apertar as mãos — mas por escrito. E, diferente de um aperto de mãos, um contrato mal feito pode custar caro. Muito caro.
No mundo dos negócios, especialmente em áreas como consultorias, obras, projetos, assistência técnica ou serviços recorrentes, o contrato de prestação de serviços é o fio condutor da relação entre as partes. É ele quem define o que será feito, em quanto tempo, quanto vai custar e o que acontece se algo sair do previsto.
Parece simples? Nem sempre.
Ao longo dos anos, é comum que muitos empresários, prestadores e contratantes cometam erros básicos, mas perigosos, que só aparecem quando o problema já aconteceu — e o prejuízo bate à porta.
⚠️ Erro 1: Contratar apenas com “boca e confiança”
A frase “mas a gente combinou isso!” é um clássico em brigas judiciais. E sabe o que o juiz costuma dizer? “Cadê no papel?”
Contratos verbais até existem, mas são arriscados. Provar o que foi dito, acordado ou prometido é difícil — e, muitas vezes, impossível.
O ideal é sempre ter um contrato claro, escrito, assinado e arquivado. Ele deve refletir o acordo de forma precisa, com obrigações bem definidas.
⚠️ Erro 2: Usar modelos prontos da internet sem adaptação
Copiar e colar um modelo genérico pode parecer uma solução rápida. Mas o barato, aqui, costuma sair caro.
Cada prestação de serviço tem suas particularidades: tipo de atividade, riscos envolvidos, forma de pagamento, penalidades, obrigações legais específicas… Ignorar isso pode deixar o contrato frágil e abrir brechas jurídicas.
Um bom contrato é feito sob medida, como um terno de alfaiataria: ajustado à realidade do negócio.
⚠️ Erro 3: Esquecer cláusulas essenciais
Alguns itens são cruciais em qualquer contrato e, se esquecidos, viram fontes de conflito. Entre eles:
Prazos de entrega e execução
Formas e datas de pagamento
Multas e penalidades por descumprimento
Regras de rescisão e cancelamento
Sigilo e confidencialidade, se necessário
Responsabilidade por tributos, taxas e custos adicionais
Sem isso, o contrato vira um terreno instável — e a relação comercial, um risco constante.
⚠️ Erro 4: Não prever imprevistos
Sim, imprevistos acontecem. E contratos bem elaborados sabem disso.
É importante incluir cláusulas que tratem de situações como: atraso por força maior, problemas técnicos, falhas de terceiros, variações no escopo… Isso evita que um desentendimento acabe em litígio.
⚠️ Erro 5: Não revisar o contrato com um especialista
Mesmo um contrato bem escrito pode conter armadilhas, ambiguidades ou termos desfavoráveis que só um olhar jurídico experiente consegue identificar.
Por isso, consultar um advogado antes de assinar é sempre o caminho mais seguro. Especialmente em contratos de longo prazo, de valores altos ou que envolvam risco jurídico.
Em resumo: um contrato não é só uma formalidade.
É a base da confiança, da organização e da proteção jurídica de qualquer prestação de serviço.
Empresas e profissionais que tratam contratos com seriedade demonstram profissionalismo, responsabilidade e visão de longo prazo.
E você? Como estão os seus contratos?
